Bancários de Santos seguem com mobilização no Banco do Brasil por recolocações após reestruturações

Bancários de Santos seguem com mobilização no Banco do Brasil por recolocações após reestruturações

Dirigentes sindicais cobraram a superintendência regional, pela garantia de vagas, e convocam reunião com os caixas para terça-feira, 23, às 18h30, na sede do Sindicato

A presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região, Eneida Koury, o secretário-geral do Sindicato, Ricardo Saraiva Big, e o dirigente sindical André Vasconcelos, todos funcionários do Banco do Brasil, cobraram a Superintendência Regional do Banco Brasil pela realocação dos trabalhadores e trabalhadoras atingidos pelas reestruturações. Recentemente a Baixada Santista foi incluída na superintendência de São Bernardo do Campo, onde aconteceu a reunião.

O sindicato segue na mobilização da categoria e se reunirá com os trabalhadores na terça-feira, 23.

Conforme as regras apresentadas pelo banco, quando a pessoa perde o cargo devido reestruturação, ela fica priorizada para ser recolocada lateralmente, por 18 meses.

A única exceção são os caixas e escriturários que tenham o certificado PIT (Programa de Identificação de Talentos), pois poderão concorrer ao cargo de assistente também na situação de priorizados. “Estamos atentos para que esses critérios sejam cumpridos na região em benefício de todos os trabalhadores afetados”, explicou André.

Quebra de acordo

Um exemplo da articulação do Sindicato foram as paralisações de agências, em 14 de dezembro, após o banco quebrar o acordo estabelecido com o sindicato. Ele previa indicar funcionários da região, que haviam perdido seu comissionamento após a reestruturação em 2016, para vagas abertas na Baixada Santista. Porém, houve indicação de funcionários de outras bases para os cargos.

“Com o protesto o banco voltou atrás e inclusive, em 22 de dezembro, recomissionou em cargo lateral a última gerente de relacionamento da região que havia perdido a função. Porém, após anúncio da nova reestruturação, em 5 de janeiro, o cargo conseguido foi extinto e houve a mudança do superintendente que havia feito a nomeação. Ou seja, a mesma trabalhadora foi atingida duas vezes pelas reestruturações. Pressionamos também por esse caso específico e conseguimos a manutenção da recolocação da trabalhadora”, contou Big.

Escritórios digitais

Na reunião em São Bernardo, em relação às cobranças do Sindicato para recolocação dos afetados pelas reestruturações na Baixada Santista, a superintendente afirmou que a abertura de escritórios digitais garantirá vagas para todos os gerentes e maioria dos assistentes afetados na região, desde que eles estejam inscritos no SISBB. “O Sindicato trabalha para definir esse mesmo formato de acordo com a superintendência Alta Renda, em relação ao escritório Estilo Digital”, comentou André.

Caixas

Sobre a questão dos caixas, a Superintendência Regional indicou que na região haveria mais excessos do que vagas. Os dirigentes sindicais ressaltaram que a redução do quadro de caixas na Baixada Santista tornará insuportável trabalhar em algumas praças, como Itanhaém, Peruíbe e Mongaguá.

“Na reestruturação de 2016, essas cidades tiveram agências fechadas e hoje têm apenas uma unidade em cada município. Isso causa superlotação e riscos à saúde física e mental dos funcionários. Já houve casos de agressão contra bancários, que é algo inadmissível”, afirmou Eneida Koury.

Buscando reverter esse cenário, os dirigentes sindicais convocam todos os caixas do BB para reunião na próxima terça-feira, 23, às 18h30, na sede do Sindicato. O objetivo do encontro é mobilizar a categoria para pressionar o banco por soluções efetivas para o caso dos caixas.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos e Região


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