Aposentados pagam a conta da “crise financeira”

Aposentados pagam a conta da “crise financeira”

Discurso do “rombo da Previdência” esconde irresponsabilidades do Governo Federal

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Veto ao reajuste dos aposentados e pensionistas é desrespeito

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora lamenta com indignação o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste dos aposentados que ganham acima do mínimo, publicado hoje (30) no Diário Oficial da União.

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Mais uma vez, o povo paga a conta da “crise financeira” patrocinada pelas grandes corporações do mundo que têm fortes interesses no achatamento dos salários, na diminuição dos direitos do trabalhador, na elevação das taxas de juros e na exploração das riquezas naturais do Brasil.

Com o veto, a Medida Provisória 672/2015 volta para apreciação do Congresso.

Pela proposta aprovada pelo Senado, a fórmula de correção dos aposentados e pensionistas seria a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE, mais a taxa de crescimento do PIB de dois anos atrás.

A medida não implicaria em aumento real, uma vez que não teremos reajustes nos próximos dois ou três anos acima da inflação. O PIB em 2013 teve alta de 1,3% e em 2014 de apenas 0,1%. Para 2015, a previsão é ficar negativo e para os próximos anos deverá empatar no zero.

“A situação insustentável alegada pelo governo é o pagamento dos juros exorbitantes  aos banqueiros e não a economia pífia que vem sendo feita às custas dos trabalhadores, aposentados e pensionistas”, afirma Edson Carneiro Índio, secretário-geral da Intersindical.

Contas

O Ministério da Previdência alegou que a medida implicaria em gastos extras de R$ 9,2 bilhões ao ano, mas um estudo do consultor de Orçamento, Fiscalização Financeira e controle, Leonardo José Rolim Guimarães, indica que o impacto da extensão do reajuste do mínimo a todas as aposentadorias seria de apenas R$ 225 milhões em 2016, com aumento real de 0,1%.

De acordo com o mesmo estudo o impacto nas contas do governo seria de R$ 225 milhões em 2017, com aumento real zero; de R$ 1,796 bilhão em 2017, com aumento real de 0,7% e de R$ 6,047 bilhões em 2019 com aumento real de 1,81%.

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