Amanco usa PM e GCM para assediar trabalhadores em greve

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Greve entra no sétimo dia e empresa em vez de negociar aciona efetivo policial para intimidar trabalhadores

A porta da Amanco/Mexichem, em Sumaré, amanheceu várias viaturas da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal, acionadas pela empresa para tenta intimidar os/as trabalhadores/as que desde o dia 2/5 mantém uma greve em defesa da pauta de reivindicações que foi entregue à empresa na semana passada pelo sindicato Químicos Unificados. A greve é um direito garantido pela Constituição para que os/as trabalhadores/as possam lutar de maneira organizada e unitária por melhores condições de trabalho.

A presença de cerca de 10 viaturas da PM e GCM no local representa prejuízo à população de Sumaré, pois guardas e policiais deveriam estar cuidando da segurança pública e patrimonial da cidade e não constrangendo trabalhadores. “Aqui na porta da fábrica não tem nenhum bandido. Somos trabalhadores e estamos em greve por melhores condições de trabalho. Não há sentido nenhum para a presença destes policiais aqui”, destaca a dirigente sindical Rosangela Paranhos.

Os dirigentes sindicais denunciam ainda que a área de recursos humanos, que deveria avançar com as negociações para o encerramento da greve, está assediando moralmente trabalhadores para que desistam da paralisação. Esse tipo de conduta configura prática antissindical e fere o direito dos trabalhadores de manterem a greve até a conquista de suas reivindicações.

Histórico

Apenas na tarde de sexta-feira (5/5), a Mexichem/Amanco chamou os dirigentes sindicais para negociação, porém na avaliação dos/as trabalhadores/as em assembleias a proposta não apresentou avanços suficientes e por isso a greve foi mantida pela categoria. A proposta apresentada pela empresas previa uma antecipação de reajuste e pagamento da Participação nos Lucros e Resultados de um direito já garantido por um acordo firmado no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, referente ao dissídio da campanha salarial 2016.

Entre os principais pontos reivindicados pelos/as trabalhadores/as da Amanco é o pagamento de uma cesta básica no valor de R$ 300 e o fim da jornada 6 x2, imposta sob pressão e que prejudica a qualidade de vida dos/as trabalhadores, uma vez que coloca os funcionários para trabalhar aos finais de semana e a usufruir folga nos dias comuns. Além disso, a pauta defende Programa de Participação dos Resultados (PPR) mínimo de R$ 2.000 em 2017, convênio médico e odontológico sem descontos, fim do desvio de função, do assédio moral e da pressão para aceitação de jornada em feriados, além de outros pontos.

A Amanco pertence à multinacional mexicana Mexichem maior produtora de resinas de PVC na América Latina, teve um lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2016.  A fábrica em Sumaré produz tubos e conexões e conta com cerca de 500 trabalhadores.  É uma das sete unidades da multinacional no Brasil.

Fonte: Sindicato dos Químicos de Campinas, Osasco e região

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