Alessandra Camarano (Abrat) fala deste período de fachada democrática

Alessandra Camarano (Abrat) fala deste período de fachada democrática

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

A presidente da Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), Alessandra Camarano Martins, abordou a desconstrução do Estado democrático de direito no Brasil, sob o manto democrático, durante o 2º Congresso Nacional da Intersindical.

“Vivemos um período de fachada democrática, uma conjuntura onde a democracia é utilizada para a implementação do autoritarismo e dos retrocessos, Rubens Casara fala em seu livro deste período onde os valores democráticos desaparecem porque os princípios democráticos estão fundamentados no respeito aos direitos humanos e sociais”, explica.

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

A advogada defende “a simplificação da nossa comunicação” com nossos conhecidos diante do uso da tecnologia para a propagação de mentiras. “A gente se irrita com aqueles que não estão conseguindo alcançar a nossa perspectiva e muitas vezes agimos como detentores do saber absoluto, é preciso mudar a forma de nos comunicar, simplificar a atuação a forma de abordar a classe trabalhadora”.

Camarano chama a atenção da mudança de discurso dentro da esquerda para o esclarecimento deste período de extermínio de direitos sociais.“Precisamos ser o fio condutor de esclarecimento porque quando eu esclareço, eu angario cada vez mais adeptos para a luta”. “Nós não conseguimos fazer a luta sozinhos e para ter adeptos precisamos conscientizar e nos aproximar das bases”.

O que está em jogo é a dignidade do ser humano, da classe trabalhadora, a redução da pobreza, ser ou não excluído do processo civilizatório.

Uma mentira deste governo, aponta a presidente da Abrat, é a de que o trabalhador pode escolher se quer ter mais direitos ou mais empregos.  Não se trata de escolha e sim de chantagem.

Perdas graves

A autodeterminação coletiva não existe mais. Há a incoerência dentro da própria legislação apresentada com o intuito de desmanchar o movimento sindical. “O negociado sobre o legislado serve para aumentar a jornada de trabalho, reduzir salário, fixar percentual de adicional de insalubridade, mas não serve para fixar a contribuição que a categoria vai fazer para o sindicato”.

O trabalho intermitente e o teletrabalho, lembra ela, impedem a construção de identidade de classe e consequente mobilização.

Segundo ela, “o fim da ultratividade coloca o movimento sindical aos pés do empregador”.

MP 873/19

A MP 873/19 o afronta princípio da livre negociação, interfere absolutamente na administração do sindicato, cria dificuldades operacionais de cobrança, diz Camarano. “Qual a urgência dessa MP? Por que agora antes do Carnaval? Só enxergo uma medida: desmobilizar a classe trabalhadora contra a PEC da reforma da Previdência. Porque a classe trabalhadora consegue enxergar de imediato os efeitos deletérios dela”.

Como convencer o Congresso para que a reforma da Previdência não passe? Alessandra Camarano responde: “Não consigo enxergar nada além da unificação de pautas.

 Texto: Tsuli Turbiani
Foto: Fernando Diegues


CLIQUE E ACOMPANHE A INTERSINDICAL NAS REDES

 

Acha esse material importante? Cadastre seu e-mail para receber nossa newsletter.

COMPARTILHE
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on email

Já assistiu nossos últimos vídeos no YouTube?

2 de outubro FORA BOLSONARO
2 de outubro FORA BOLSONARO
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
Nilza Pereira: Unidade é a chave para derrotar Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
100 mil na Paulista pelo Fora Bolsonaro
Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários