Agronegócio brasileiro fecha 46,1 mil postos de trabalho no país em 2015

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Pesquisa divulgada na última quinta-feira (11) pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul, vinculada ao governo do Estado, revela que em 2015 o agronegócio brasileiro encerrou 2015 com perda de 46,1 mil vagas formais, afetado por setores como o sucroalcooleiro, de máquinas agrícolas, carne bovina e têxteis.

A pesquisa, baseada em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, aponta 4,178 milhões de empregos no agronegócio brasileiro no fim de 2015.

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Desse total, 1,486 milhão estavam dentro da porteira (agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, silvicultura, floricultura e horticultura), 253,4 mil antes (insumos, máquinas e implementos) e 2,438 milhões depois da porteira (alimentos, bebidas, fumo, têxteis, couro, madeira, celulose e papel e biocombustíveis).

De acordo com o coordenador do núcleo de estudos do agronegócio da FEE, Rodrigo Feix, o desempenho de 2015 foi o pior desde 2007 (início da pesquisa). Em 2014, o saldo positivo de geração de empregos caiu para 17 mil, ante 66,9 mil no ano anterior.

O segmento dentro da porteira foi o único com desempenho positivo em 2015, com geração de 10,1 mil novas vagas, puxado pelo cultivo de laranja, soja e café e pela criação de bovinos, suínos e aves. As principais contribuições negativas vieram da produção florestal e de cana-de-açúcar.

Os segmentos antes e depois da porteira perderam 8,9 mil e 47,3 mil postos de trabalho, respectivamente. No primeiro caso, a indústria de máquinas e implementos cortou 10,6 mil vagas, enquanto as indústrias de rações empregaram 2,3 mil pessoas a mais.

No segmento depois da porteira, a queda foi puxada pelas indústrias de carne bovina, têxteis e produtos intermediários de madeira, fabricação e refino de açúcar e produção de etanol. O destaque positivo foi o abate de aves e suínos.

Feix ainda prevê um cenário de deterioração do emprego no agronegócio em 2016, mas em ritmo mais suave. Ele estima que o segmento depois da porteira deva manter números negativos, mas com melhor desempenho em frango e suínos, couro e celulose e papel no mercado externo. Já a indústria de máquinas agrícolas tende à estabilidade pois já adequou suas estruturas à demanda fraca, enquanto as atividades dentro da porteira devem seguir com expansão.

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