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A cara da crise: milhares fazem filas em busca por emprego

A cara da crise: milhares fazem filas em busca por emprego

Tanto ontem quanto hoje (27), São Paulo amanheceu com multidão de desempregos fazendo fila para tentar um trabalho. Concentrados no Vale do Anhagabaú, centro da capital, cerca de 15 mil pessoas disputam 6 mil vagas anunciadas no Mutirão do Emprego, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de São Paulo e pelo Sindicato dos Comerciários. Segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Dieese, a região metropolitana de São Paulo tem hoje 1,7 milhões de desempregados, 15,5% da população ativa.

“Sem impeachment não vai ter emprego.”

“Sem terceirização não vai ter emprego.”

“Sem reforma trabalhista não vai ter emprego.”

“Sem eleger Bolsonaro não vai ter emprego.”

“Sem reforma da previdência não vai ter emprego.”

Empresários, banqueiros, políticos e jornalistas à serviço do capital financeiro prometeram a retomada do crescimento e a geração de empregos com a agenda do Golpe de 2016 e a eleição de Bolsonaro. E agora?

Nós, da Intersindical, sabíamos que era tudo mentira e, por isso, combatemos o golpe, a lei da terceirização, a reforma trabalhista, a candidatura de Bolsonaro e seguimos no enfrentamento à “deforma da previdência”.

O pacote de “remédios amargos”, na verdade, envenena a geração de emprego. A saída da crise em que estamos atolados exige uma agenda radicalmente oposta, que passa por recuperar o papel do Estado brasileiro na economia; e não no seu desmonte, como querem Bolsonaro, Paulo Guedes e companhia.

A retomada econômica depende de investimentos públicos em áreas como infraestrutura, saúde e educação; e não de restrição orçamentária, que só beneficia o sistema financeiro que lucra com o sistema da dívida e os juros altos.

Com a volta das filas quilométricas de desempregados, fica cada vez mais claro para o povo brasileiro que Bolsonaro não tem política voltada ao trabalho. A crise econômica é o projeto do atual governo. Em algum momento, a paciência do povo vai acabar. Nosso dever é estar ao lado dessa massa de trabalhadores, exigindo emprego com direitos para todos!

Texto: Matheus Lobo
Foto: Vanessa Nicolav/BdF


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