Não à criminalização da política e das lutas sociais

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O povo brasileiro experimenta as consequências de um golpe articulado para destruir os direitos estabelecidos na Constituição Federal, na CLT e demais estatutos, encarados pelas frações do capital como barreiras à manutenção e ampliação das altas taxas de lucro.

Um dos principais mecanismos utilizados nessa farsa é a seletividade de uma “investigação” nada republicana, com o objetivo de desmoralizar uma força política enquanto preserva as representações diretas do grande capital e da direita.

A Intersindical Central da Classe Trabalhadora não apoiou os governos presididos pelo PT. E sempre que esses governos adotaram políticas que julgamos contrárias aos interesses da classe trabalhadora, nossa central buscou o caminho da mobilização social para combatê-las. No entanto, em nenhum momento vacilamos na defesa da democracia e na luta contra as saídas apontadas pela direita à crise brasileira, em particular contra o golpe.

Não reconhecemos na operação lava-jato a isenção necessária em uma investigação para punir todos os responsáveis pelo desvio de recursos públicos. Não é isso o que faz o juiz da comarca de Curitiba ou alguns ativistas tucanos do MP ou do judiciário. Esses setores estão a serviço do imperialismo que lança uma ofensiva política e econômica contra os povos da America Latina, bem como a serviço dos seus sócios menores, a direita brasileira, para viabilizar os partidos e representações do grande capital que nos últimos anos foram reprovados nas urnas.

Neste sentido, a estratégia de cassação de direitos políticos do ex presidente Lula se inscreve como mais uma etapa do movimento golpista. Consideramos a criminalização dos direitos políticos do ex presidente Lula como mais uma face dos ataques a organização partidária, social e sindical dos trabalhadores. Trata-se de uma característica estrutural do movimento golpista. A criminalização dos movimentos sociais não está separada da estratégia de condenação de Lula.

Nossa posição contrária à cassação dos direitos políticos de Lula se fundamenta também na defesa das liberdades democráticas que deve ser assumida por todos os setores que defendem os direitos do povo e a democracia. Os interesses do capital não recuarão diante de um governo de conciliação. Somente as classes trabalhadoras organizadas e mobilizadas em torno de um projeto de enfrentamentos aos planos do sistema financeiro e do grande capital será consequente na defesa dos interesses populares.

A criminalização das organizações e da luta está se intensificando em todos os cantos do país. Merece destaque a utilização de legislações de exceção, como a lei de organização criminosa, a teoria do domínio do fato que dispensa provas, a Lei de Segurança Nacional e a lei antiterror como instrumentos que estão voltados contra as organizações e os lutadores do povo. Pela imediata liberdade de todos os presos políticos e fim da criminalização dos movimentos e lutadores sociais! Imediata liberdade dos presos políticos!

São Paulo, 9 de abril de 2017
Direção Nacional da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

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