Resolução: Agora é Haddad!

Contra a barbárie, a retirada dos direitos e a violência, a Intersindical apoia Haddad e Manuela

A classe trabalhadora e o Brasil estão diante da maior ameaça aos direitos sociais e às liberdades democráticas estabelecidas na Constituição de 1988. No segundo turno das eleições presidenciais, estão em disputa dois projetos antagônicos: a democracia e os direitos contra a barbárie e a violência contra milhões de mulheres e homens.

O projeto representado por Bolsonaro aponta para um país sem direitos para a maioria da população. Basta ver como o deputado federal Bolsonaro votou nos seus quase 30 anos como político profissional associado aos setores patronais mais retrógrados. Bolsonaro votou contra os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas; votou a favor da deforma trabalhista que mudou mais de 100 artigos da CLT; votou a favor da terceirização irrestrita que precariza o trabalho e reduz os salários dos trabalhadores; votou a favor da Emenda Constitucional 95 que impede investimentos públicos na saúde, educação e segurança; votou contra o combate ao trabalho escravo. Um dos poucos projetos de Bolsonaro em quase 30 anos de mandato foi propor a redução da licença maternidade.

Nas primeiras votações da reforma da previdência no Congresso, o deputado Bolsonaro votou para elevar o tempo de contribuição para 49 anos e idade mínima de 65 anos para mulheres e homens se aposentar, o que na prática, acaba com o direito à aposentadoria do povo para entregar a previdência pública para os bancos privados.

No debate da TV Bandeirantes, Bolsonaro defendeu a reforma trabalhista afirmando que agora os trabalhadores devem escolher entre ficar desempregado ou ter tentar conseguir um emprego sem direitos. Trata-se de chantagem patronal para que a classe trabalhadora aceite a redução dos direitos. Basta lembrar que o discurso do Temer de gerar empregos com a reforma trabalhista já se mostrou falso: acabaram com direitos e o desemprego só aumentou. Já o seu vice, o general Mourão atacou o direito ao décimo terceiro salário, o adicional de 1/3 de férias e defendeu o fim da estabilidade do funcionalismo público. Tanto o general quanto o capitão não se cansam de dizer que vão acabar com a luta sindical dos trabalhadores e o ativismo que defende melhorias para a população. Já o ministro da economia anunciado por Bolsonaro promete entregar as riquezas do país ao capital estrangeiro, através das privatizações e da entrega das riquezas naturais para o capital financeiro. Portanto, Bolsonaro é contra o Brasil e a soberania nacional.

A Intersindical tem identidade com o programa defendido pelo companheiro Guilherme Boulos, dirigente do MTST e da Frente Povo Sem Medo. Por isso a militância da nossa Central esteve com Boulos no primeiro turno das eleições. Agora, diante da gravidade da situação e dos riscos aos direitos sociais e à democracia, orientamos as trabalhadoras e trabalhadores a votarem em Fernando Haddad, que já se comprometeu com medidas fundamentais para o povo, como a anulação da reforma trabalhista, a revogação da Emenda Constitucional 95, com a valorização do salário mínimo e com a geração de empregos com direitos, entre outras medidas como a expansão da educação pública para toda a população.

Votar em Haddad neste momento é defender que o Brasil vá no caminho da democracia, fundamental para seguirmos na luta contra as desigualdades e injustiças sociais, a defesa dos direitos, o pleno emprego, moradia, saúde, segurança e paz para o conjunto da população brasileira.

É possível vencer o preconceito, o ódio e a barbárie. Para isso, é importante que cada pessoa consciente converse, dialogue e argumente sobre os riscos que todo o povo brasileiro está correndo. Se cada eleitor consciente reverter um voto, o povo brasileiro vai afastar a barbárie, garantir a democracia e a possibilidade de lutar por um Brasil com justiça social, paz, igualdade e dignidade para toda a população. Agora é Haddad 13.

São Paulo, 10 de outubro de 2018
Direção Nacional da Intersindical


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